
A principal notícia da terça-feira (17) no Grêmio foi a adiantada negociação para renovação e a ascensão do jovem Pedro Gabriel para o grupo principal do clube. Além dele, Vitor Ramon também já está treinando com os comandados por Luis Castro.
Os dois laterais foram destaques do tricolor na última Copa São Paulo e mereciam subir para o profissional. O que chama a atenção, no entanto, é que o melhor jogador da base neste momento e o grande destaque do clube na mesma competição não teve o mesmo destino.
João Borne, meia atacante com números impressionantes, segue treinando entre os atletas do sub-20, o que constitui em um sério erro de avaliação do Grêmio. A análise da base sempre foi algo de muita discussão. A escolha dos atletas e o tempo de maturação sempre gera controvérsia, mas algo tão grosseiro precisa ser conversado.
Tanto o lateral-esquerdo Pedro Gabriel, como o lateral-direito Vitor Ramon chegam em um grupo com laterais experientes e jogando. Titulares e reservas que não parecem dar espaço para os jovens neste momento. Mesmo assim, acerta o Grêmio em promove-los.
A posição de João Borne, no entanto, sequer conta com algum jogador desta característica no grupo. Um meia atacante, que atua flutuando logo atrás do centrovante, com poder de conclusão de média distância, não pode ser deixado para trás. A avaliação do Grêmio está, neste caso, desconsiderando as sérias carências do time principal.
Se precisamos elogiar os avanços no uso da base nesta gestão, precisamos criticar, e muito, este erro. João Borne tem lugar no grupo de Luis Castro. Sua força de conclusão e sua personalidade podem ajudam muito o Grêmio.
O clube ainda tem tempo de reverter esse erro. Basta ir em Eldorado e colocar João Borne em um carro. Quando chegar no CT Luiz Carvalho, ele farda e sai jogando. E, acreditem, fazendo muito mais do que alguns que ali estão.
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