
Em primeira análise, as dificuldades coletivas colocam a culpa no treinador, mas nos últimos 30 meses foram quatro profissionais que enfrentaram os mesmo problemas. Renato, Quinteros, Mano Menezes e Luís Castro receberam fortes críticas pelos problemas defensivos e pela falta de força do time.
Os erros nas contratações também aparecem no topo das broncas da torcida. É preciso dizer, no entanto, que o Grêmio contratou mais de 50 atletas neste período e muitos deles chegaram com cartaz e saíram para ambientes que que o fizeram recuperar o futebol perdido aqui. Um diagnóstico muito difícil de definir.
Os atletas, neste momento, enfrentam as maiores críticas. Jogadores frágeis tecnicamente, muitos com dificuldades físicas, enfraquecem a equipe. Um grupo desajustado, que tem bons valores em algumas posições, mas que, no conjunto, joga para baixo o rendimento coletivo.
O Grêmio, em todo este período, nunca conseguiu montar um time homogêneo. Soma-se a isso o alto custo. A folha do Tricolor supera os R$ 20 milhões. Fica claro que este número não condiz com o rendimento deste trabalho.
O Tricolor precisa resolver os seus problemas e acreditar nas suas convicções. O momento do clube exige uma forte liderança. Acreditar e culpar algo específico é não avaliar o centro do problema.
Carimbo tricolor
O Grêmio se repete nos erros, e as tomadas de decisão sempre têm o mesmo carimbo. Neste momento, nada é mais importante do que estudar bem esse passado e tomar decisões diferentes.
Culpar pontualmente, pelo que vimos, não é o caminho correto. Todos têm a sua parcela de culpa, e essa é a cobrança. Se quiser evoluir, o Grêmio, como um todo, precisa melhorar o seu próprio contexto.
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