
O atacante uruguaio Cristian Olivera passou do limite. Na última semana, inclusive, apareceu com a camisa do Nacional na sede do tradicional clube de Montevideu. Um ato infantil e sem sentido, já que mantém vínculo com o Grêmio e foi um dos maiores investimentos da história do Tricolor.
Estes últimos acontecimentos, no entanto, parecem ter mudado o olhar dos novos dirigentes do Grêmio em relação à liberação do jogador. O clube estuda a possibilidade de denunciar o Nacional-URU por assédio junto à Fifa. Um dos dirigentes do Nacional falou abertamente sobre a insistência de Kike em deixar Porto Alegre. A transferência não está descartada, mas o negócio, como proposto, não será realizado.
Está claro que a relação entre o jogador e o Grêmio acabou, mas não podemos seguir com o velho pensamento de passar a mão na cabeça do atleta. Permitir que a sua vontade passe por cima de contratos que ele mesmo assinou não parece justo ao clube. O Grêmio não pode mais ser refém deste tipo de situação.
Nos últimos anos, foram muitos os exemplos, como Kike, Arezo e Carballo, que saíram simplesmente porque diziam não haver "clima" para jogar aqui.
Aprender com os erros
O Grêmio precisa aprender, e os próximos reforços necessitam de uma pesquisa mais adequada. Uma análise mais profissional e um estudo mais profundo sobre a capacidade cognitiva dos jogadores virou uma obrigação no atual estágio do futebol.
Arezo e Kike Olivera representam duas das maiores contratações da nossa história em termos de custo e se mostraram muito abaixo do razoável, gerando uma crítica severa e justa ao clube. Não podemos mais errar assim, sobretudo quando temos ferramentas para não gastar em vão.


