
A péssima fase do Inter e o forte risco de rebaixamento não podem, em nenhum momento, anestesiar os gremistas do que foi feito na Arena nos últimos anos. O trabalho realizado pela diretoria do Grêmio foi igualmente ruim, mas alguns aspectos separaram os dois clubes, o que afastou o Tricolor do pior dos cenários.
O primeiro e mais importante ponto, no curto prazo, foi a presença de Marcelo Marques, que, além da monstruosa contribuição na compra da Arena, ainda emprestou dinheiro para que a atual gestão pudesse reforçar o time na última janela. Deste dinheiro, surgiram nomes como Marcos Rocha, Arthur e Willian, jogadores fundamentais na evolução do time na parte final do campeonato.
Outro ponto fundamental, mas a longo prazo, está na força das categorias de base. Enquanto o Inter diminuiu a sua estrutura nos últimos anos, o Grêmio seguiu criando jogadores e colocando milhões no caixa. Esse ponto deve diferenciar muito os dois clubes na próxima década. Em época de dívida atrás de dívida, ter ativos constituídos é a salvação para o Tricolor.
O Campeonato Brasileiro deste ano precisa servir de lição para o Grêmio. O fracasso completo do Inter não pode iludir os dirigentes do Grêmio. Olhar para o lado, nesta hora, diminui a ambição.
O Tricolor precisa refazer os seus critérios e as suas ambições, e o Inter está muito longe de ser exemplo. Entender, no entanto, o motivo da separação entre os clubes pode ser o caminho.
Sem Marcelo Marques e a força da base, o Grêmio estaria fazendo os mesmos cálculos que atordoam qualquer torcedor do Inter neste campeonato.
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