
Em meio a um processo eleitoral e a ampla divulgação de projetos ambiciosos de ambos os candidatos, o Grêmio vive uma dura realidade para vencer os seus compromissos financeiros básicos. O salário dos jogadores, por exemplo, sofre sérias dificuldades para ser resolvido e isso precisa estar na preocupação de todos.
A curiosa antítese referente ao mundo atual e o futuro do Grêmio causa espanto, mas não surpreende. Os próprios coordenadores das campanhas tem um número na cabeça sobre o que será preciso para colocar "em dia" o clube e começar um novo ciclo. Se fala em valores entre R$ 100 e R$ 150 milhões para deixar tudo pronto para os projetos, então, começarem a gerar efeito no Grêmio.
Outras gestões
É preciso dizer, no entanto, que essa não é uma exclusividade da gestão que está saindo. Quando recebeu o Grêmio, em novembro de 2022, Alberto Guerra e os seus pares de direção também colocaram em dia muitas dificuldades financeiras deixadas por Romildo Bolzan e o já completamente inflacionado mundo tricolor. Neste momento, o caso é idêntico. Nada preocupa mais do que essa normalização. O desafio, por isso, está aí.
No final da tarde deste sábado (8), o Grêmio terá um novo presidente. Essa dificuldade precisa servir de alerta. O clube não pode normalizar as dívidas com a alegação de que "sempre foi assim". Junto aos novos projetos, precisamos ter a obrigação de gastar o que podemos pegar. O futuro do Grêmio passa por essa premissa, por mais básica que pareça ser.





