
O Grêmio é uma indústria de craques. Todos os anos, trabalhando bem ou mal, o clube produz para o mercado jogadores de qualidade que garantem a sobrevivência do Tricolor. Mesmo assim, por vezes, encontramos situações que não podem ser valorizadas e que demostram que o sucesso do Grêmio é muito mais empírico do que resultado de um trabalho competente.
O problema da hora chama-se Jefinho, um jovem talento, que por muito tempo foi considerado o grande nome da base, e que hoje é tratado com desconfiança internamente.
Depois de um série de lesões e com erros inaceitáveis da estrutura do clube, o jogador retomou os treinamento e voltou a trabalhar normalmente. O seu contrato vence no dia 12 de dezembro. Apesar da facilidade para conseguir a renovação, o clube trata em segundo plano um atleta que a própria estrutura acabou diminuindo. Mesmo diante do risco de um processo que impactaria ainda mais o futuro, o Grêmio segue inerte e sem dar dimensão a um problema que ele mesmo criou.
A falta de processos internos do Grêmio não tem fim. É preciso entender que as ações de hoje cobram a conta nos próximos anos. Cuidar de um jovem talento é obrigação da organização do clube. Um exemplo de descaso com um atleta sempre causa um impacto negativo com outros jogadores. Ações como as que foram adotadas com Jefinho impactam nas decisões de outros meninos.
Notícias como essa precisam ter fim. A nova gestão tem a obrigação de rever os processos internos do clube. Passar uma ideia de cuidado com a base, com ações claras e práticas reais, vira uma necessidade diante de casos como o de Jefinho. O Grêmio só existe pela força técnica e econômica das categorias de base e essa precisa ser a grande prioridade de quem gosta do clube.
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