
Um gol muito cedo prejudicou a estratégia de Mano Menezes, mas não prejudicou a análise do jogo e de todo o esforço do Grêmio no enfrentamento contra o Palmeiras. Uma dura derrota não explica de forma simples todo o trabalho do tricolor na noite deste sábado na Arena do Palmeiras.
O principal elogio da noite gremista vai para o treinador, que entendeu uma necessidade do clube. A história do Grêmio merecia voltar a ter ambição e o time com Riquelme, dois volantes e três atacantes mostrou que o Tricolor tem a obrigação de competir em qualquer lugar.
Logo no início do jogo, a pressão do Palmeiras assustou o Grêmio e passou a ideia de que viveríamos um novo massacre. Aos poucos, no entanto, mesmo atrás no placar, o time de Mano Menezes conseguiu controlar os avanços dos donos da casa, que não tem a mesma qualidade neste período de transição pós-Estêvão.
A equipe de Abel Ferreira sentiu dificuldade com a linha de cinco formada em alguns momentos por Pavon pelo lado direito, e o Tricolor conseguiu algumas oportunidades.
Do ponto de vista ofensivo, Kike Olivera foi um escape e deixou o Palmeiras sempre preocupado. Riquelme colocou o pé em cima da bola e fez o time respirar. O resultado, contudo, não conseguiu ser revertido.
As dificuldades, mais uma vez, escancararam as carências técnicas do time. Muitos jogadores são abaixo da exigência do tamanho de equipe como o Grêmio.
O lado positivo
A noite, por tudo, precisa ser vista por mais de um ponto. A derrota machuca, e deixa a tabela mais uma vez muito perigosa para o tricolor. A ambição, no entanto, mudou completamente e esse ponto é uma vitória. O Grêmio voltou a querer ganhar e lutou para isso.
O grupo de jogadores vai receber novos reforços nos próximos dias, e o esboço de time e de novo comportamento ficaram claros em São Paulo. Esse talvez tenha sido o primeiro jogo do resto das nossas vidas e isso é bom. Existe uma luz no fim do túnel.
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