Leitor se apaixonou por uma colega da faculdade, chegou a se declarar nas redes sociais e recebeu como resposta apenas silêncio e desinteresse. Mesmo sentindo que não há reciprocidade, ele convive com a pessoa e não consegue esquecer o que sente.
Entre a esperança alimentada pela falta de uma resposta direta e a necessidade de ouvir uma definição para conseguir virar a página, ele escreveu ao Carpinejar.
Confira a opinião do colunista no episódio desta semana do Desafio Sentimental.
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No Desafio Sentimental GZH, o leitor se apaixonou por uma colega da faculdade. Chegou a se declarar nas redes sociais e somente encontrou como resposta o vácuo e o desinteresse. Ou seja, ele sentiu que não há reciprocidade, convive com a pessoa e não consegue esquecê-la. O que fazer?
Você tentou de tudo, terapia, livros, mas ainda não tem certeza de que a pessoa não gosta de você porque não ouviu da boca dela. É esse o tormento, é esse o fantasma, quando tudo é fermento da fantasia, da imaginação.
Para você poder virar a página, vai precisar ter uma conversa com quem você gosta e receber o devido fora. Mas, quando você tiver a linguagem, a certeza, a definição, vai gradualmente esquecer.
É que você ainda mantém uma nesga de esperança, um resíduo de esperança. Acredita que a outra pessoa possa surpreender você. Dentro da mais absoluta negação, existe sempre aquele amor dizendo sim, contra as probabilidades, contra as possibilidades.
Somos nutridos pelo amor impossível. Você vai precisar tirar a teima, por mais que doa, por mais que seja tímido. Eu já tive vários exemplos na minha adolescência, quando você bebia um pouco mais e acabava se declarando para quem sabia que não gostava de você.
Mas você culpava a situação, o excesso etílico, mas uma hora tinha que acontecer. E é isso que você precisa colocar em sua cabeça, precisa acontecer. Você precisa do outro para declarar que o amor realmente morreu de modo unilateral.
Não dá para ficar com essa imaginação que permite uma rara hipótese de que a pessoa pode gostar de você e você pode estar enganado. É destruir qualquer porcentagem.
E você pode usar o senso de humor, pode se encontrar com a pessoa e falar assim, olha, eu gosto de você, estou preparado para receber o toco, mas queria saber o que você pensa disso. E a esperança ou vai morrer de vez ou você pode começar uma nova convivência, quem sabe até namorar. Mas, até o momento, tudo vem da sua cabeça, por isso você não consegue esquecer. Só vai esquecer o outro quando o outro se pronunciar.

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