Leitora descobriu que o homem por quem estava apaixonada trocava mensagens com outra mulher, com sinais de rotina, cumplicidade e até declaração de amor. Arrependido, ele agora diz querer ficar junto, mas a quebra de confiança deixou a relação cercada de dúvida.
Entre a promessa de mudança e o medo de permanecer em um vínculo marcado pela duplicidade, ela escreveu ao Carpinejar.
Confira a opinião do colunista no episódio desta semana do Desafio Sentimental.
Leia a opinião do colunista
No Desafio Sentimental GZH desta semana, a leitora estava amando alguém e encontrou uma troca de mensagens dessa pessoa com outra mulher, demonstrando cumplicidade, rotina e chegando a dizer que a amava. E ele se arrependeu e quer ficar junto. Tem como? Não tem como.
Não tem como confiar na duplicidade, na ambiguidade, em quem não dá motivos para ficar seguro, ficar estável. É um tipo absolutamente ensaboado, que fala algo e faz o contrário. Você pode até acreditar que o ama, mas é uma fantasia amorosa. O amor depende da reciprocidade, da contrapartida.
Não é uma fantasia. A fantasia é o ponto de partida, mas não pode ser o ponto de chegada. Você precisa de provas. Amor é confirmação. Por mais que você tenha a intenção, o outro lado precisa merecer a sua companhia.
É a constância, é a amizade. A amizade é o pseudônimo do amor. A amizade escreve pelo amor, porque você tem exemplo, você tem admiração, você tem retaguarda, você pode partilhar suas confidências e sabe, essencialmente, que a pessoa não vai magoar você.
Tudo o que não aconteceu. Mesmo que seja o início de relação, isso não é motivo para ele continuar flertando com outras mulheres, seduzindo outras mulheres. Significa que ele não leva a sério a relação, que ele está pela metade. Talvez nem pela metade, muito menos do que isso. Ele continua prospectando contatos.
Se você permanecer numa relação assim, você sempre estará desacreditada de si mesma. Você não vai se sentir bonita, não vai se sentir inteligente, não vai se sentir adequada. Você sempre estará sob a suspeita de que será trocada uma hora ou outra. Não viva no pântano. O pântano só tem sapos, não príncipes.

Quer compartilhar seu dilema amoroso? Escreva para o escritor. Sua mensagem pode aparecer na coluna nos próximos dias.





