Leitora se apaixonou pelo melhor amigo. Inseparáveis e com afinidades em todos os campos da vida, os dois já compartilham uma rotina de convivência, mas o medo de se declarar e comprometer o vínculo atual gera dúvida.
Em busca de um conselho sobre dar ou não o próximo passo, ela escreveu ao Carpinejar.
Confira a opinião do colunista no episódio desta semana do Desafio Sentimental.
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No Desafio Sentimental GZH desta semana, a leitora diz que está em pânico, já que passou a amar seu melhor amigo. Vivem juntos, gostam das mesmas coisas, não se largam e está vivendo esse impasse: se declarar ou não.
Eu digo vai fundo, eu digo vai fundo. Você tem intimidade. É tudo o que se deseja no início de relação. Vocês têm conexão intelectual. A atração intelectual é mais duradoura química. Vocês se respeitam. Dificilmente um vai magoar o outro. Existe já um pacto, um pacto de convivência. Vocês têm que aproveitar essa sintonia de projetos, de sonhos em comum. Vocês sabem o que o outro não suporta, sabem o que o outro adora, têm tudo para dar certo. A amizade é o alicerce do amor. A admiração é a sustentação de qualquer aproximação.
Admirar o outro significa que você tem o outro como exemplo, que você sabe que o outro conhece a sua família, conhece seus amigos e não vai fazer você abrir mão disso. O amor não será a única fonte de felicidade, mas uma das. Não vai acontecer aquele adoecimento pela exclusividade. Vocês não vão se isolar do mundo, vocês vão integrar o mundo para dentro da relação.
A única dificuldade é conhecerem o passado um do outro, o passado amoroso. Com certeza vocês já dividiram o que deu certo, o que deu errado, o que foi bom, o que foi ruim. É importante ter a amnésia dessas informações. Não jogar as informações que vocês tiveram como amigos no colo das crises para situações futuras. É preciso ter esse discernimento. O que eu fiquei conhecendo antes não vale usar agora. Porque o amor de vocês será feito do futuro. O empurrão do passado, mas futuro. E só futuro, só presente. Não pode ter ciúme do que já foi sentido antes. Amizade ajuda quando ela não cai na possessividade.

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