Leitora flagra o marido mantendo conversas há três meses com um antigo amor e se pergunta se ainda pode confiar na relação. Diante do histórico e do vínculo anterior, ela teme que o contato revele algo além de uma troca casual de mensagens.
Entre a suspeita de reaproximação e os sinais de mudança de comportamento, ela escreveu ao Carpinejar.
Confira a opinião do colunista no episódio desta semana do Desafio Sentimental.
Leia a opinião do colunista:
No Desafio Sentimental GZH, leitora teve um alerta. Pegou seu marido conversando com um antigo amor, numa conversa de três meses. E ela me pergunta: não é caso de perder a confiança?
Pois não se trata apenas de um contato novo, mas de uma relação que teve história, que teve vínculo, que a leitora nem sabe como terminou, qual foi o sentimento envolvido.
É sempre motivo de desconfiança. Porque ele voltou a falar com um fantasma? Ele não está feliz na relação? Ele está demonstrando que ainda sente algo? Está aproveitando uma chance para uma reaproximação?
Como o amor é frágil, qualquer ruído externo pode atrapalhar a sinfonia interna de um casal. O casal sempre está exposto. Eu tentaria passar a limpo, com uma conversa séria.
Ele vai estar na defensiva, dizendo que não é nada, que foi apenas uma troca inofensiva de mensagens. Não é o que ele vai dizer, é o que ele precisa dizer. Ninguém retoma um contato do nada.
Houve algum pretexto. Houve algum esbarrão na rua. Houve alguma mensagem. Quem tomou a iniciativa? Isso precisa ser entendido até para dizimar qualquer dúvida.
Não podemos menosprezar a nossa intuição. Quando a nossa intuição grita, de repente não temos provas, mas significa que você conhece tanto o outro que ele está mudando o seu padrão de comportamento, e algo está estranho, errado, fora do ar.
É preciso resolver, não deixar passar. O silêncio, nesse caso, pode ser sempre tardio.
Quer compartilhar seu dilema amoroso? Escreva para o escritor. Sua mensagem pode aparecer na coluna nos próximos dias.





