Leitor tenta entender a fala da ficante, que diz não estar no momento ideal para assumir um relacionamento e afirma que ele “merece alguém melhor”. Diante da negativa, ele busca compreender o que está por trás desse tipo de justificativa.
Quando alguém diz que o outro merece mais, há cuidado sincero ou apenas um jeito delicado de recusar? Entre eufemismos, desencontros e a dificuldade de encarar a verdade, ele escreveu ao Carpinejar.
Confira a opinião do colunista no episódio desta semana do Desafio Sentimental.
Leia a opinião do colunista:
No Desafio Sentimental GZH da semana, leitor tenta entender o que passa na cabeça de sua ficante, que diz que não está no momento ideal para assumir o relacionamento, que le merece uma pessoa melhor, que ela está cheia de dificuldades e problemas e não vai conseguir dar a devida atenção que ele merece.
Ponto. A mensagem é essa. A questão é que, sempre quando você não quer um relacionamento, você diz o quê? Que a pessoa merece alguém melhor.
A generosidade só surge quando não há amor. O desapego só surge quando não há amor. O altruísmo só surge quando não existe amor.
A outra pessoa se preocupa com você, com a qualidade da convivência, com o que você merece receber, e se coloca como alguém insuficiente, que não tem condições de dar, de oferecer o melhor naquele momento. Não dá para acreditar. São eufemismos.
São justificativas para não falar a verdade. A verdade é que a pessoa não está interessada. A pessoa está deslocada de qualquer atração física, intelectual, de qualquer necessidade de alma.
Ela não deseja um relacionamento sério porque não deseja qualquer relacionamento.
Ela não deseja estar com você e não quer magoar, e não quer criar discussões, e não quer trazer uma ruptura que vai acabar com qualquer esperança de amizade ou possibilidade de amizade.
Acaba sendo um truque: “você merece alguém melhor”, porque eu não amo você. Mas, desde quando alguém torce para que você tenha um relacionamento bom quando não consegue suprir as necessidades daquele relacionamento? Isso acontece quando você sabe que não vai sofrer de saudade. Não vai ficar com aquela indecisão: "será que eu fiz bem? será que eu fiz mal?". Não vai se arrepender da sua atitude. Você tem a certeza do coração vazio.
Quer compartilhar seu dilema amoroso? Escreva para o escritor. Sua mensagem pode aparecer na coluna nos próximos dias.

