
Leitora vive um dilema que mistura o coração e a carreira: ela se envolveu com um homem casado que é seu colega de trabalho.
Sem conseguir se sentir amada e presa a um ciclo de encontros clandestinos, ela cogitou até contar a verdade para a esposa dele, na esperança de oficializar a relação. Agora, ela questiona como sair dessa situação e recuperar sua dignidade.
Confira a opinião do colunista no episódio desta semana do Desafio Sentimental.
No Desafio Sentimental de GZH, a leitora diz que não consegue se sentir amada e nem acredita que alguém possa amá-la, mas também ela se envolveu com um homem casado e não sabe como sair desse relacionamento.
Primeiramente, ser amante já é ruim, já é uma situação precária, já é uma mendicância. Mas ser amante de um colega do trabalho é pôr tudo a perder. Leva a sua vida pessoal e a sua vida profissional junto do enrosco, da novela, do trauma. Porque você não somente ameaça a sua identidade, você também risca e ameaça a sua projeção, a sua carreira. Pois você vai viver de modo tenso, angustiado, afetivo, não conseguindo se concentrar, esperando sempre um momento, um intervalo para ter um pouco de amor.
Você até ensaiou contar para a esposa dele o que estava acontecendo. Que bom que não fez, porque você está tão desesperada que pensa que destruindo o casamento ou oficializando a infidelidade, vocês ficarão juntos. Não é garantia de nada.
Você pode contar e isso pode renovar o vínculo do casal. Eles podem ficar ainda mais juntos. Se você não sair dessa relação contrabandeada, tóxica, clandestina, sem moralismo, que faz mal para você, você pode ficar nela toda sua vida.Porque, para ele, não existe nada de desagradável. Você é um entretenimento, um passatempo para ele. Ele não modificou em nada a sua rotina. Ele faz as suas escapadas, se encontra com você e volta para a vida dele.
Você que teve que mudar a sua vida para atender os encaixes. Vocês não podem falar ao telefone, vocês não podem mandar mensagens, vocês não podem sair a público. Que vida é essa? Você não pode nem contar que gosta dele, nem para os amigos, nem para a família.
A família é como se fosse mais do que um amor proibido, um anti-amor. Porque tudo o que é bom no amor, você não pode fazer. Você não pode andar de mãos dadas, não pode beijar, não pode contar o que vocês estão fazendo.
Você tem do amor apenas o silêncio, a opressão, o veto, a censura. Você ama sufocado, você ama sem ser amada de volta. Ele pode dizer que gosta de você, mas nunca vai escolher você. Que amor é esse que não coloca você como protagonista?
Que amor é esse em que você não é nem coadjuvante, mas figurante? Que amor é esse? Não é amor. É oportunismo. Quando você entender isso, vai dizer adeus, sem se explicar, sem olhar para trás.
Quer compartilhar seu dilema amoroso? Escreva para o escritor. Sua mensagem pode aparecer na coluna nos próximos dias.






