Os dois primeiros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a declararem suspeição no julgamento desta terça-feira (15) usaram tempo do plenário para um contorcionismo pro forma.
Kassio Nunes Marques se disse suspeito de atuar no caso e saiu do plenário. Segundo ele, os reflexos do Master na eleição são o motivo, já que ele é presidente do Tribunal Superior Eleitoral e poderá ter que atuar em casos que tenham a ver com o tema.
— Tenho absoluta isenção e a minha isenção está calcada e absolutamente comprovada nos votos que eu proferi. Se eu me sentisse desconfortável ou cooptado de alguma forma, jamais teria votado pela confirmação da prisão de Daniel Vorcaro, de seu pai e de outras pessoas envolvidas.
Trocas de mensagens de Vorcaro apontam suposta mesada de R$ 500 mil para o filho do ministro, o advogado Kevin Marques, por consultoria. Nas trocas de mensagens de Vorcaro também há indícios que teria acontecido um pagamento de R$ 10 mil com o suposto objetivo de pagar encontro do ministro com uma prostituta.
Já Dias Toffoli usou seus termos jurídicos para também afirmar que por questões de foro íntimo ia se declarar suspeito de votar nesta terça-feira. Toffoli, no entanto, ficará no plenário e avisou que vai se manifestar se achar oportuno.
— Já sobre a relatoria do relator sorteado, o ministro André Mendonça, eu me senti na obrigação também de preservar a Corte. de manifestar a minha suspeição por motivo de foro íntimo, não impedimento, por motivo de foro íntimo, para não constranger e não ter algum topo de viés de constrangimento à Corte.















