Uma suprema corte desrespeitada e descredibilizada. A sessão que define se Alexandre de Moraes pode ou não ser investigado poderia fazer o STF parar de sangrar, mas foi exatamente o contrário que aconteceu. A sessão, transmitida na íntegra para milhões de brasileiros, expõe as divergências internas e os podres dos ministros, que na sua maioria estão preocupados somente consigo mesmos e em se livrar das suspeitas ou das conversas com Daniel Vorcaro.
É triste e revoltante o momento que o Brasil vive, em uma crise forte como essa, e com recados muito ruins à população. Briga, bate boca, baixaria entre sete homens. Um deles saiu ainda no começo, ministro Nunes Marques.
Restou à única mulher da Corte ser elegante e pedir desculpa à população brasileira. Cármen Lúcia foi a mais lúcida e clara. Independemente do voto, ela conseguiu falar o que todos os outros não disseram.
— Eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarem todos voltados a questões do Supremo, que são questões processuais em parte, com muita expressão e com questões graves mesmo, mas nós não garantimos o rigor e a serenidade, que no meu papel de cidadã e de juiz eu deveria ter, talvez, ajudado mais a promover. O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo e nós geramos intranquilidade — afirmou Cármen Lúcia.

















