Com casa cheia, o restaurante Paradouro, na Expointer, recebeu, nesta quarta-feira (2), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Dezenas de empresários e representantes do agro participaram e falaram durante o evento, que antecede um comício que acontece nesta noite, no Parcão, em Porto Alegre. Flávio chegou acompanhado de Luciano Zucco, candidato do PL ao governo do Rio Grande do Sul.
O cardápio servido foi salada, arroz, feijão, batata frita e churrasco. De sobremesa, torta de sorvete.
Diante de lideranças do agronegócio, o candidato afirmou que já sabia como o "sistema" reagiria e que tem enfrentado inimigos, completando que são "11 meses com o sistema reagindo e praticando covardia", mas ressaltando que isso apenas comprova que estão no caminho certo.
Aproveitando o timing político, Flávio também comentou o cenário nacional ao citar as revelações dessa terça-feira envolvendo as investigações do Banco Master, episódio que, segundo ele, escancara o comportamento de parte de Brasília.
Flávio defendeu a formação de um Senado com uma base forte, algo que, em sua avaliação, seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro não teve.
— Assim, essa base forte me ajudará a colocar no STF quatro novos ministros que sejam a favor da propriedade privada, contra o aborto e contra as drogas, que não usem suas famílias para enriquecer nem prendam pessoas.
Flávio garantiu que, caso eleito, o Rio Grande do Sul terá portas abertas para renegociar a sua dívida e firmou compromisso direto com as pautas do agro. Ele também mirou o Judiciário.
O candidato cravou uma contagem regressiva para o pleito:
— Faltam 32 dias pra gente livrar o Brasil dessa quadrilha — prometendo ainda que "o Brasil vai voltar a sorrir".
Flávio não comentou a parte em que foi citado como quem recebeu dinheiro a mais de Daniel Vorcaro.

