O secretário de Educação de Porto Alegre, Leonardo Pascoal, falou ao Gaúcha Atualidade, nesta quarta-feira (8) sobre a lei federal que define que as escolas, sejam públicas ou privadas, façam um mês de férias durante a Copa do Mundo de futebol feminino. A competição acontece no Brasil em 2027, tendo a capital gaúcha como uma de suas sedes.
Alvo de polêmica, já que normalmente há diferenças entre férias de inverno dependendo da região do país, Pascoal entende que “a autonomia é um princípio basilar fundamental”, levando em consideração as particularidades de clima, por exemplo. O secretário, que também é presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação de Capitais, afirma que nenhuma rede educacional foi consultada, mas que tem tranquilidade de que o texto sofrerá alterações. O Conselho Nacional de Educação já foi acionado, como aconteceu antes da Copa de 2014, quando uma lei semelhante chegou a ser sancionada.
— A gente acredita que prevalecerá a lei que define autonomia das escolas — afirmou Pascoal.
Entenda o caso
A lei federal que determina que as escolas públicas e privadas deem férias de um mês durante a Copa do Mundo Feminina de futebol em 2027 gera críticas de gestores no Rio Grande do Sul. A legislação, de autoria do Executivo federal, foi sancionada em junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Copa do Mundo Feminina será disputada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. As cidades-sede são Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A lei 15.421/2026 dispõe sobre todas as medidas relativas à realização do torneio.






