O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse nesta quinta-feira (11) que a possibilidade de uma colaboração premiada de Daniel Vorcaro envolve necessariamente novas informações que podem ser trazidas pelo investigado.
— Precisamos que, de fato, se aportem novos elementos, informações, dados, pessoas e circunstâncias que acrescentem algo à investigação — resumiu, em entrevista ao Gaúcha Atualidade. O ex-dono do Master tem ensaiado essa tentativa, até agora sem sucesso. Isso porque muitas provas já foram obtidas a partir de documentos e, principalmente, a partir da apreensão de celulares de Vorcaro. Andrei Rodrigues não soube precisar se são seis ou oito aparelhos, mas é um alto volume de informações.
— Estamos bastante avançados na análise de conteúdo do material probatório — afirmou.
Não há, no entanto, previsão de prazo para o final das investigações, até porque da primeira suspeita derivaram outras operações mirando possíveis envolvidos em outros Estados. O diretor da PF disse que essa é a maior investigação da história da corporação, elogiou a condução do Banco Central e ressaltou que a Polícia Federal não persegue nem protege quem quer que seja. Ele não divulgou o número de investigados até por afirmar que é difícil quantificar, mas garantiu que todos os envolvidos serão identificados a partir de evidências.
Enquanto políticos têm falado sobre a necessidade de criação de uma CPI, o chefe da Polícia Federal diz que respeita e que esta é uma atribuição do Congresso, mas que se preocupa com o baixo resultado prático e técnico.
— Elas trazem até embaraços e vazamento de dados sigilosos — ponderou, garantindo mais uma vez que o trabalho de investigação está avançando como se espera.
— Nosso esforço é de sempre descortinar — concluiu Andrei.


