
O governador Eduardo Leite falou sobre a importância de o Brasil ter acordado para a pauta da violência contra a mulher. Ele destacou que já houve anos com índices piores, mas que é a atenção das pessoas que faz com que esse tipo de crime diminua.
Em entrevista ao Gaúcha Atualidade desta quarta-feira (29), Leite afirmou que o combate aos feminicídios no Rio Grande do Sul passa pelo monitoramento de agressores.
— Quando o sujeito se aproxima, quando ingressa em uma área restrita, o Estado entra em ação. Então a gente está ampliando isso das mil tornozeleiras para emergencialmente duas mil, enquanto estamos com a licitação em andamento para contratar outras 3 mil tornozeleiras para fazer o monitoramento do agressor — destacou.
Violência contra a mulher
Mais do que sobre as políticas públicas, Leite abordou a questão da cultura mundial de dominação masculina. Citando os direitos recentes das mulheres, o governador disse que “muitos homens não saíram da selva. Acham que as mulheres têm que estar submetidas aos seus prazeres, que não podem encerrar um relacionamento se elas assim desejarem. Isso tem que virar”.
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"Justiça seja feita” no caso Nörnberg
O governador ainda falou sobre o caso do do agricultor Marcos Nörnberg, morto em casa, no dia 15 de janeiro, em Pelotas, durante abordagem da Brigada Militar. Recentemente o Inquérito Policial Militar concluiu que não houve crime dos brigadianos.
— Não me intrometo e nem devo me intrometer no processo de inquérito policial. Existe uma instituição, a Polícia Civil, outra instituição, a Brigada Militar, o que depois todos esses inquéritos são submetidos à análise também do Ministério Público, que são levados ao Judiciário. É importante mencionar que tudo isso percorre um caminho institucional para assegurar que justiça seja feita relacionada a este caso — declarou.
Ele ainda reafirmou que o uso de câmeras corporais será ampliado nos próximos meses.










