Uma das bandeiras da direita tem sido bater no que considera abusos de ministros do Supremo Tribunal Federal. Começou com a atuação de Alexandre de Moraes nos julgamentos de 8 de Janeiro, mas essa cruzada ganhou força e adesão de cidadãos a partir dos escândalos conhecidos após as operações que envolvem o Banco Master.
As viagens de Dias Toffoli e Moraes, além do contrato milionário de Daniel Vorcaro com o escritório da esposa do ministro, têm poucas explicações até o momento. As duas assessorias pouco falam ou desmentem os dados que vêm à tona sem apresentar justificativas, somente desmerecendo as informações.
Essa bandeira também é levantada por Romeu Zema, recém-saído do governo de Minas Gerais para concorrer à presidência da República pelo Novo. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade nesta quinta-feira (09), Zema afirmou que mais do que impeachment, tem que se falar na prisão de ministros, se referindo a essas relações ainda não explicadas no caso Master. O político afirmou que atitudes como essas não têm a ver com ser servidor público, mas com enriquecer às custas do serviço.
Ele defende idade mínima de 55 ou 60 anos para ser ministro.
— Ser ministro do Supremo Tribunal Federal é semelhante a ser Papa — comparou, afirmando que seria necessário ter de 20 a 30 anos de magistratura, e não “ter sido advogado do presidente”. Também disse que limitaria os mandatos em até oito anos, além de propor o fim de decisões monocráticas.
Essas mudanças não são atribuição do presidente e precisariam ser aprovadas pelo Congresso.





