
As circunstâncias da morte do agricultor Marcos Nörnberg, em Pelotas, no dia 15 de janeiro, ainda estão sendo apuradas. O prazo inicial era de 40 dias, prorrogáveis por mais 20. Não é usual ter mais tempo, mas a Brigada Militar conseguiu uma prorrogação extra, por outros 15 dias.
A medida ocorre porque ainda são aguardados laudos do Instituto Geral de Perícias e, principalmente, a simulação do episódio em que 18 policiais entraram na propriedade seguindo uma pista errada.
Quem era Marcos Nörnberg
Produtor rural, feirante e pai de família, Marcos Nörnberg era conhecido na comunidade pelo vínculo com a terra e pela dedicação à família. Há mais de 20 anos, a produção agrícola da família era mantida na região, inicialmente conduzida pelo pai de Marcos. Recentemente, ele havia investido em estufas e ampliado a lavoura de morangos, com apoio técnico de instituições como Emater e Embrapa.
Relembre o caso
O produtor de morangos Marcos Nörnberg, 48 anos, foi morto durante uma ação da Brigada Militar na zona rural de Pelotas em 15 de janeiro de 2026. Os 18 policiais envolvidos na ação estão afastados temporariamente.
As investigações indicam que os policiais seguiram uma pista errada dada por criminosos presos pela Polícia do Paraná. Eles indicaram o endereço de Nörnberg como sendo um depósito de armas e drogas na zona rural de Pelotas.
Por volta das 3h da madrugada de 15 de janeiro, o agricultor notou a presença de homens no entorno da casa e reagiu imaginando que fossem criminosos. Gravação de câmeras de segurança indicam que houve 18 disparos durante a ação — dois seriam do agricultor contra os policiais. Depoimentos, áudios e perícias apontam a possibilidade de ele ter sido executado após ser atingido por um tiro fatal quando já estava caído.





