
Depois de uma prorrogação especial para concluir o inquérito policial militar, ainda não há novidades no caso Marcos Nörnberg, o agricultor morto em casa, na zona rural de Pelotas, durante abordagem da Brigada Militar. A reconstituição não foi marcada e, segundo a BM, ainda faltam laudos do Instituto-Geral de Perícias. É uma demora absurda para um caso tão rumoroso como foi aquele que deixou os gaúchos esperando respostas desde o dia 15 de janeiro. Sabemos que uma das linhas de investigação é de legítima defesa dos policiais, já que o homem os recebeu a tiros, pensando que se tratava de um assalto, afinal eram 18 homens, de madrugada, em um local privado e, depois se entendeu, errado. A viúva diz que ainda espera uma resposta, mas aguarda à margem de tudo, sem informações ou atualizações que merecia receber.
São 68 dias de agonia e de respostas evasivas. Quem errou? Quem deu a ordem da invasão às 3h da madrugada? O próprio delator, ao ver o mapa, disse que a estufa da plantação não batia com o local, então por que se seguiu com a operação? São muitas lacunas ainda a serem preenchidas.
O outro caso a que me refiro está fechando 60 dias de angústia. Onde está a família Aguiar? As respostas ainda são poucas. Há um suspeito, o único suspeito, aliás, preso. Fora isso, buscas, cruzamento de dados, um telefone encontrado, algumas hipóteses.
Porém, sem os corpos, o caso fica empacado. As vítimas, o que quer que tenha acontecido, precisam ter a dignidade de morrer. A investigação precisa de um norte para, enfim, responder à sociedade gaúcha o que aconteceu em Cachoeirinha.



