
Considero gravíssimo que o filho do presidente seja citado como suposto beneficiado na roubalheira que atingiu aposentados e pensionistas do INSS. A quebra de sigilo bancário, que gerou uma briga entre deputados, é um passo importante para a investigação. Podemos discutir se o melhor âmbito é o da CPI ou o do Supremo Tribunal Federal, que determinou a mesma medida. O primeiro forneceria as informações para uma série de parlamentares e certamente vazaria em poucos minutos. O segundo seria para investigadores da Polícia Federal, diminuindo as chances de os documentos se tornarem públicos.
De qualquer forma, ter Lulinha no foco é grave, mas seria muito mais se o Brasil não estivesse tão radicalizado entre dois extremos. Se houvesse uma terceira opção eleitoral, não veríamos uma disputa por quem está menos metido em confusão. Hoje, de um lado vemos lulistas apontando para Eduardo Bolsonaro ou os outros filhos do ex-presidente. Do outro, bolsonaristas enchem a boca para falar de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha. Se os brasileiros não ficassem somente entre essas duas famílias, se sentiria mais apto a criticar sem paixões.
Entenda a convocação de Lulinha
Fábio Luis Lula da Silva teve seu nome envolvido no inquérito que apura sobre a fraude bilionária do INSS por suposta relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Informações que circularam em meio às investigações e imprensa indicam que ele teria recebido dinheiro do Careca do INSS.
— A necessidade de investigar Fábio Luis decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de "o filho do rapaz — declarou Alfredo Gaspar, relator da CPI.





