
Acompanhamos o que acontece no Irã, um país fechado em suas regras e proibições, há semanas. O regime dos aiatolás, segundo os dados a que se tem acesso até agora, já matou cerca de 2,5 mil pessoas que saíram às ruas protestar contra a grave crise econômica e cerceamento da liberdade individual e coletiva. O número pode ser muito maior, mas sem imprensa livre e sem entidades que cuidam dos direitos humanos, é impossível saber.
Conversamos nesta quarta-feira (14), no Gaúcha Atualidade, na Rádio Gaúcha com o iraniano Armin Heidary, 43 anos, que vive há 14 no Brasil. Depois de quase uma semana sem contato, hoje ele conseguiu conversar com seus pais. Foram cerca de 30 segundos, em uma ligação feita por uma pessoa no Afeganistão que colocou o telefone no viva-voz para fazer a ponte. O tempo curto foi necessário para saber o que mais queria: se estavam vivos. Felizmente a resposta foi positiva em relação a todos os parentes.
Armin já nasceu em um regime ditatorial. Foi conhecer a liberdade quando resolveu sair do país.
— O Brasil tem uma joia, que é ter liberdade e democracia — afirmou, comparando o Irã à Coreia do Norte e à Síria.
— O povo iraniano é muito bravo e corajoso. Eles não têm nada a perder — disse, afirmando ainda que viver não é melhor do que morrer na situação em que vivem os iranianos.
— É uma resistência. O povo não quer deixar seu país.




