
O BBB, mesmo que você não assista, traz temas importantes à tona, afinal, é um reflexo da sociedade. Quando o participante problemático Pedro tenta agarrar uma colega à força, demonstra um comportamento bem comum dos homens. Nem as dezenas de câmeras espalhadas pela casa intimidaram o cidadão em questão. Ele ignorou a vontade ou a permissão e partiu para cima da mulher na despensa. Quando até ele, um sem noção, notou que passou do ponto, resolveu apertar o botão da desistência.
Não o fez por coragem, mas sim por covardia. Sabia que poderia ser expulso, como corretamente foi informado depois por Tadeu Schmidt, apresentador do programa, em contato com os que ficaram na casa. Pedro já tinha se mostrado chato e inconveniente, mas também era um abusador em potencial. Encarava as mulheres, mesmo elas não dando conversa. Mesmo tendo deixado fora do confinamento a esposa grávida de sete meses.
Depois que saiu ainda teve a cara de dizer que achou que a colega de casa tinha dado abertura. Típico de um homem nada atraente, mas que tem autoestima mais cara do que o prêmio do Big Brother. Pedros estão por aí, sem medo de imagens ou flagrantes. Pedros ainda dirão que nem todos são assim e vão negar a gravidade do que ele fez.
Comportamentos de alerta
Alguns comportamentos de alerta podem ser percebidos num relacionamento abusivo, mas muitas vezes são confundidos com proteção e afeto.
É importante que não apenas a mulher que está em um relacionamento mas toda a sua rede de apoio consigam identificar atitudes violentas independentemente do grau de intensidade, para então pedir ajuda, para si ou para alguém que esteja passando por isso.
Confira alguns delas:
- Dar provas exageradas de amor no início da relação, o chamado love bombing. Quando o homem faz promessas de amor e ocupa todos os espaços de vida da mulher.
- Isolar a mulher dos amigos e familiares (sua rede de apoio)
- Convencer ou exigir que a mulher deixe de estudar e trabalhar, o que também é uma forma de isolamento
- Regular a roupa que a mulher usa
- Monitorar os locais aonde a mulher vai
- Conferir o telefone da mulher, para saber com quem e sobre o quê ela conversa
- Perseguir a vítima, esperando na saída do trabalhando, enviando reiteradas mensagens, e se alterando caso ela não atenda ou retorne
- Desqualificar a mulher, como forma de reduzir sua autoestima




