
O Rio Grande do Sul começa 2026 com uma preocupação renovada. O número de feminicídios nesses primeiros dias de janeiro assusta. Gislaine, Letícia, Marinês, Josiane, Paula, Mirella e Uliana foram as primeiras vítimas de ex ou atuais relacionamentos.
Há 13 mil medidas protetivas ativas no estado. É como se Bom Princípio, Feliz ou Palmares do Sul inteiras pedissem socorro.
Dessas, 803 potenciais agressores usam tornozeleiras eletrônicas para monitoramento. Isso significa que ainda há 1.197 equipamentos que estão sem destinação.
É urgente que Polícia e Ministério Público façam o pedido ao judiciário. E que as mulheres mantenham suas denúncias e queiram o uso desse tipo de medida. Nesse caso, além da tornozeleira, a vítima também recebe um celular, uma espécie de botão do pânico, para chamar imediatamente a polícia caso veja o homem se aproximando.
A secretária da Mulher, Fábia Richter, pediu auxílio do governador para entrar em contato com o chefe do judiciário para reforçar a importância de os juízes aceitarem ou incluírem o equipamento nos casos de aceite de medidas protetivas. Em entrevista ao Atualidade, ela disse que o sistema é eficiente e muito importante para proteção das vítimas.




