
Aécio Neves, um dos personagens mais marcantes da política brasileira recente, participou do Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, nesta sexta-feira (5). O presidente do PSDB fez uma reflexão sobre os erros da sigla e o encolhimento do partido. O deputado entende que o grande equívoco aconteceu quando Eduardo Leite não foi apoiado na tentativa de ser candidato nas últimas eleições.
— O projeto paulista superou o nacional. Eduardo foi impedido de ser candidato pelo próprio partido. Era o mais preparado — analisou Aécio. Ele disse que, embora respeite, lamenta a decisão de Leite de migrar para o PSD, e que o governador gaúcho também perde ao mudar.
Aécio entende que o PSDB é importante para o país e que, se tivesse sido eleito no lugar de Dilma, o Brasil teria tido o melhor de todos os governos e um destino diferente.
— Fomos o único partido que não se curvou ao lulopetismo e ao bolsonarismo— disse Aécio, chamando a polarização que vivemos de rasa e grosseira.
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Sobre 2026, o presidente do partido afirma que vai ajudar a construir um caminho ao centro, mas não sinalizou quem pretende apoiar. Deixou claro, porém, que é oposição ao PT.
Bolsonarismo
Aécio Neves deixou claro durante a entrevista que sempre será oposição ao PT e que não se curva ao bolsonarismo, mas diferenciou os dois extremos.
— O bolsonarismo é uma coisa efêmera. É a representação da direita. Não votei em Bolsonaro, não apoiamos. Temos que combater o que está aí. Quem tem consistência eleitoral é o PT — resumiu.
Passado
Não é possível conversar com Aécio sem questionar os erros do partido, que ele mesmo afirma que houve. Mas ele garante que não tem percentual nos erros do PSDB.
— Nesse faroeste (da política) eu sou o mocinho — afirmou.
Ele disse ainda que pegou apenas um empréstimo e que é isso que aparece na fatídica gravação de uma conversa sua com Joesley Batista, em 2017.
— Michel (Temer) e eu fomos vítimas de uma grande armação — ressaltou.




