
Jair Bolsonaro foi preso neste sábado de forma preventiva. A ordem vem após o início de uma vigília de apoiadores na frente do condomínio do ex-presidente, já preso em regime domiciliar. Ainda não se trata da execução da pena, após julgamento no Supremo Tribunal Federal.
Até mesmo os apoiadores bolsonaristas sabiam que esta etapa, após a condenação, estava prestes a acontecer, mas a vigília convocada por Flávio, um dos filhos de Bolsonaro, antecipou as coisas.
Longe de mim defender alguém já condenado. Não é sobre isso, e sim sobre olhar para o contexto do que houve e da história brasileira. Lula reuniu uma multidão antes de se entregar à Polícia e ser levado a Curitiba na época da Lava Jato. Discursou, inclusive, em cima de um caminhão, no sindicato dos metalúrgicos, cheio de apoiadores. Houve shows, discursos inflamados, apoio, tudo. Ele não foi interrompido. Ao final, se entregou. Bolsonaro flertou com a desordem antes de levar sanções mais firmes do Supremo e, desde então, parece estar cumprindo a pena em sua casa sem mais transtornos. A decisão de hoje é sigilosa: os detalhes sobre os motivos estão vindo a público a partir da apuração da imprensa.
Para além dessa comparação, é necessário lembrar que Bolsonaro ainda sofre das consequências da facada que levou em plena campanha de 2018. Nos últimos meses teve outras complicações. Está cumprindo pena em Brasília. Há um pedido formal de sua defesa, com dez problemas de saúde listados, para que siga dessa forma. Ter Bolsonaro preso em regime fechado é transformá-lo em mártir se ele passar mal na cela da Polícia Federal.




