
Outrora chamado de pior presídio do Brasil e um dos piores da América Latina, o Presídio Central dá espaço a uma cadeia nova a partir desta quarta-feira (10). Os pavilhões, que já abrigaram mais de 4,5 mil apenados, o dobro da capacidade, ficou para trás. Ao menos é o que se espera com o início da operação da nova construção, agora chamada de Cadeia Pública de Porto Alegre. Serão 1.884 vagas, que começam a ser ocupadas nos próximos dias.
Além disso, a nova estrutura terá conforto térmico, grades nas celas, iluminação concretada e espaços sem tomadas, dificultando que os presos possam fazer ligações elétricas e carregar celulares, por exemplo. Também haverá bloqueador de sinal de celular e atenção à possível chegada de drogas, armas ou quaisquer outros materiais por drones ou por meio dos visitantes. Os presos usarão uniforme e não poderão circular pelas galerias, como acontecia antes.
O controle será feito pela Polícia Penal, e não pela Brigada Militar, que assumiu em um momento de crise no passado e acabou ficando quase 30 anos com a responsabilidade de policiamento, desguarnecendo as ruas.
Depois de anos nos preocupando com a segurança pública, temos notícias a comemorar não somente com a nova cadeia, que passa um recado claro do que o Estado quer para os próximos anos, somado aos índices de criminalidade, que têm caído nos últimos anos. São avanços importantes em uma área crucial para uma melhor qualidade de vida. Há muito a melhorar, mas os sinais e investimentos são contundentes e importantes.



