
Enquanto diversos setores sofrem com o tarifaço norte-americano que entrou em vigor na quarta-feira (6), o presidente Lula afirmou que não entrará em contato com Donald Trump e que conversará com os países do Brics. Lula também disse que não vai se humilhar.
Na prática, são os empresários e trabalhadores afetados que, neste meio-tempo, se “humilham” esperando algum avanço nas negociações com os Estados Unidos. É claro que ninguém espera que um chefe de Estado se curve ou seja ridicularizado, como aconteceu com Zelensky ao visitar a Casa Branca para debater a situação da Ucrânia. Não é disso que se trata, mas sim de ser o adulto na sala.
Se Trump age com o fígado, não custaria nada que Lula fosse o cérebro da relação entre os dois países.
Debate com o Brics
Segundo o presidente, a intenção é debater o tarifaço com o Brics — grupo de países em desenvolvimento do qual o Brasil faz parte, junto com a China, a Rússia e a Índia, dentre outros. O país indiano, inclusive, também têm sido alvo das tarifas de Trump.
— Vou tentar fazer uma discussão com eles (Brics) sobre como é que cada um está dentro da situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão — disse Lula




