
Confesso que demorei para assistir ao vídeo do youtuber Felca, mesmo o tema estando presente em todas as conversas no fim de semana. Ele furou a bolha. Chegou a diferentes públicos. Isso é fantástico. Quanto mais gente souber do teor do vídeo, melhor. Ao mesmo tempo alerto que terminei os 50 minutos com dor física e preocupação com o que teremos pela frente. Se há algumas décadas o temor com abuso de crianças estava restrito ao cuidado em casa e nas escolas, hoje é muito mais complicado.
O algoritmo é ainda pior do que o que estávamos acostumados.
Enquanto se discute gênero e educação sexual nas escolas, como se fossem ensinar sexo em sala de aula, a internet atropela. Enquanto a principal pauta do Brasil é a anistia aos que planejaram um golpe que só não saiu porque foi pensado por trapalhões, a infância é penalizada. Ninguém parece muito preocupado com as crianças. Nem mesmo os pais, que em muitos casos lucram com a nudez e a venda da inocência dos filhos em praça pública de redes sociais. Reality de crianças é uma aberração. Pais que provocam uma rede de pedófilos são abomináveis.
Aonde foi que o ser humano se perdeu tanto? Quando foi que tudo virou negociável? Sempre houve gente assim, mas a internet, sem rosto e sem responsabilidade, mostra que é urgente que os pais fiquem atentos e que as crianças sejam educadas e respeitadas. Que elas saibam identificar riscos pessoalmente e por uma tela.



