A reviravolta em um caso que seria de reação a uma abordagem, trazida pela repórter Adriana Irion, expõe uma execução. Um homem já algemado, caído após um primeiro tiro, ainda é atingido de novo, à queima-roupa. A Brigada Militar precisará punir de forma exemplar os policiais envolvidos. Não somente o que atira com veemência, mas o grupo que participa da ação.
As imagens mostram quatro policiais militares e um homem já imobilizado. A ficha dele era extensa, com crimes cometidos desde muito novo. As últimas ocorrências eram por ter colocado fogo na casa da ex-companheira e pelo temor do pai de ser assassinado por ele. Depois de a prisão ter sido decretada, dias antes de ser assassinado, o homem ainda sofreu um acidente, mas conseguiu fugir. Ainda tinha um latrocínio na ficha corrida. Quando foi abordado pela Brigada, chegou a pegar uma faca para atacar os policiais.
Trago esse histórico porque você pode ter pensado no que ele fez, ou que “não era um anjo”. Ou se por acaso não devia mesmo ter sido morto por tudo isso. Ou se não foi legítima defesa.
Respondo com tranquilidade que no Brasil não temos pena de morte. Que não é legítima defesa quando o criminoso já está imobilizado, algemado, caído no chão. Que poderiam ter matado o cara errado, como fez a Polícia de São Paulo essa semana, ao matar um trabalhador negro que corria para não perder o ônibus e foi confundido com um criminoso.




