
A mediocridade tomou conta da dupla Gre-Nal. O clássico 453, que terminou 0 a 0, assim como fora o 452, é mais uma prova inequívoca do momento dos dois clubes do Rio Grande do Sul.
Resta o orgulho e o imaginário de que por serem clubes de grandeza reconhecida além fronteiras ainda são respeitados pelos rivais.
Mas 2026 escancara para todo e qualquer gaúcho, vista ele azul ou vermelho, de que seus clubes hoje não têm condições financeiras e estão à beira da falência, com dívidas astronômicas, fruto de diversas gestões incompetentes, e que isso os leva a ter times medíocres.
Foi assustador ver mais um Gre-Nal. E não é por saudosismo. É por que é quase inadmissível ver alguns jogadores que vestem as duas camisas estarem em campo representando a tradição que ambos construíram em uma gloriosa rivalidade centenária. A mediocridade venceu.
Sem nominar, arrisco dizer que, olhando todos que entraram em campo, no máximo uns cinco jogadores são dignos da história das duas equipes, que se tornaram um amontoado de atletas que eram reservas em seus clubes ou que vieram de mercados de qualidade duvidosa. A mediocridade venceu.
O retrato dessa falta de qualidade é a patifaria proporcionada nos minutos finais do primeiro tempo, quando ao perceberem que pouco podiam fazer com a bola, que alguns tratam como inimiga, as discussões, brigas, entradas mais duras, tentativas de enganar a arbitragem se sobressaíram. Mais uma vez a mediocridade venceu.
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