
A justa conquista da Espanha na Copa do Mundo de 2026 tem uma simbologia olímpica. Dos 26 inscritos para o Mundial, 12 foram medalhistas nos dois últimos ciclos dos Jogos. Oito deles perderam para o Brasil em Tóquio e quatro estavam no título em Paris. O zagueiro Eric García esteve nos dois pódios.
Mas o exemplo espanhol já foi brasileiro. A seleção do Tetra em 1994 tinha oito medalhistas olímpicos: Gilmar Rinaldi e Dunga, prata em Los Angeles-1984; Taffarel, Jorginho, Ricardo Gomes, Mazinho, Romário e Bebeto, prata em Seul em 1988.
O fato se repetiu no Penta em 2002. Dida, Aldair, Roberto Carlos, Bebeto, Juninho Paulista, Rivaldo, Luizão e Ronaldo foram bronze em Atlanta em 1996.
Coincidência? Messi e Di María lideraram o ouro olímpico argentino em Pequim em 2008 e foram campeões mundiais em 2022.
No Brasil, o time que chegou favorito ao ouro em Sydney-2000 e caiu nas quartas de final para Camarões, tinha Lúcio e Ronaldinho Gaúcho.
Isso é um claro recado. O Brasil precisa cuidar das categorias de base. E manter o que se chama projeto, processo, enfim o que se quiser. Não é necessário copiar outro país, como se pensou após os 7 a 1. A Argentina tem uma confederação (AFA) envolvida no mesmo número de escândalos da CBF e foi finalista em três das últimas quatro Copas.
É necessário criar um modelo brasileiro. Ou melhor, resgatá-lo. Los Angeles 2028 é logo ali e dois anos depois tem o Centenário da Copa.



