
Apontado como segundo esporte do Brasil, o vôlei vive uma grande crise com a seleção brasileira masculina, que amargou mais um fracasso, sendo eliminado na fase de classificação da Liga das Nações.
Potência na modalidade por mais de três décadas, com inúmeras conquistas, o Brasil vem amargando resultados decepcionantes nos últimos anos.
E aqui quero trazer alguns pontos que já foram levantados na coluna. Em Tóquio, escrevi sobre a primeira Olimpíada sem pódio desde 2000.
Já em agosto de 2023, após a seleção perder uma impressionante sequência de 164 vitórias e nenhuma derrota na história do Sul-Americano e ficar com o vice, derrotado mais uma vez pela Argentina, assim como na disputa pelo bronze em Tóquio, o assunto voltou à tona sob o título "Derrota para a Argentina no masculino escancara a crise do vôlei brasileiro".
Na oportunidade, falei: "o atual trabalho é ruim, não só pelos resultados, mas também por falhas dentro e fora de quadra".
Quatro meses depois, a CBV anunciou a volta de Bernardinho ao comando da seleção, quase como um ato de desespero para mudar o cenário que se avizinhava. Aqui, disse, que: "O vôlei brasileiro precisa de Bernardinho".
Mas nem as sete medalhas olímpicas do treinador, uma delas ainda como levantador da seleção em Los Angeles 1984, foi capaz de mudar o quadro e o Brasil chegou aos Jogos de Paris fora do grupo de favoritos.
O resultado foi o esperado. Apenas uma vitória sobre o fraco Egito e três derrotas, que culminaram com a queda nas quartas de final e mais um ciclo sem medalha.
Um ano depois, uma precoce eliminação na fase de grupos do Campeonato Mundial, algo que não ocorria desde 1970.
Mas o que deve ser feito para superar a crise ? A primeira resposta tem de partir da CBV, o que parece estar longe de acontecer. É semelhante ao que vivenciamos com o futebol e a CBF, ainda em busca (se é que está) para a série de fracassos em Copas.
Assim como no futebol, já não temos mais os principais jogadores do mundo e tampouco uma das ligas mais competitivas. A renovação é deficiente e o futuro parece seguir reservando novos fracassos.
Se no futebol sentimos falta de Pelé, Tostão, Gerson, Zico, Falcão, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos, no vôlei também estamos distantes de craques e líderes como Giba, Marcelo Negrão, Giovane, Murilo, Nalbert, Tande, Serginho, Renan, Montanaro, William Carvalho, Maurício Lima, Paulão, Carlão e tantos outros.
As soluções precisam ser encontradas pra ontem. Em setembro, no Rio de Janeiro, teremos a primeira chance de classificação para os Jogos de Los Angeles-2028 e a oportunidade de iniciar um novo ciclo.




