
A sexta-feira 29 de maio já está na história do esporte brasileiro. Na quadra central de Roland Garros, a mítica Philippe-Chatrier, João Fonseca derrotou uma lenda viva do tênis, o sérvio Novak Djokovic.
O duelo de gerações colocou em lados opostos da quadra, um menino de 19 anos e um experiente tenista de 39, que já havia declarado ver semelhanças entre eles em início de carreira.
E a partida, com quase cinco horas de duração, entregou tudo que se espera de um grande confronto.
Se nos dois sets iniciais Djokovic deu uma aula de tênis para o carioca, os três últimos mostraram a força de uma nova geração que surge capitaneada pelo brasileiro, e que poderá ameaçar ou se unir ao atual reinado de Jannik Sinner e Carlos Alcaraz.
Mas apesar da grande vitória de João Fonseca precisamos ter calma. Temos que deixar o jovem tenista brasileiro ser ele e não compará-lo a Gustavo Kuerten ou às lendas do Big 3, que além de Djokovic ainda era formado pelos já aposentados Roger Federer e Rafael Nadal.
Fonseca ganhou dois jogos de cinco sets em um espaço de dois dias, ficando em quadra por oito horas e 20 minutos e sempre saindo de dois sets abaixo. O talento existe e esse jogo contra Djokovic é a transformação da promessa em realidade.
Um esporte individual como o tênis tem mais derrotas que vitórias, mas quando elas acontecem e são gigantescas devem ser saboreadas como se fossem as últimas. Portanto, apreciem a história sendo feita diante de nossos olhos, porque não é todo dia que se derrota uma lenda.




