
O segundo ano do ciclo olímpico Los Angeles-2028 começa nesta quinta-feira (1º) e marca um aumento de investimento no esporte brasileiro. Segundo números divulgados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), o orçamento para 2026 será de R$ 678,6 milhões, sendo R$ 285 milhões repassados às confederações brasileiras.
Na prática, as entidades responsáveis por cada modalidade receberão um total de 42% do orçamento, o que significa aumento de 17% em relação ao ano passado.
O repasse dos R$ 285 milhões será feito com recursos da Lei Agnelo Piva, que destina parte da arrecadação das Loterias da Caixa ao esporte olímpico e paralímpico do Brasil.
— Este é o maior valor já repassado porque entendemos que as medalhas são o nosso objetivo e, para isso, devemos trabalhar com as confederações para atingir os melhores resultados possíveis — avalia o diretor de operações do COB, Marcelo Vido.
Além deste montante, o COB ainda orçou mais R$ 24 milhões entre Programa Olímpico de Patrocínio (POP) e programas de suporte diretamente nas Confederações.
Os valores foram aprovados em Assembleia Geral da entidade, que ainda prevê destinar outros R$ 76 milhões nos programas de Preparação Olímpica, Preparação Pan-americana, de Transição e Base, Suporte a Jovens Atletas, Mulher no Esporte, Bases Internacionais e Projetos Especiais.
Dessa forma, o COB irá investir um total de R$ 385 milhões em 2026.
Para determinar o repasse a cada confederação são levados em conta 13 critérios (11 esportivos e 2 de gestão).
Os critérios esportivos levam em conta os resultados e o desempenho dos atletas e modalidades em competições nacionais e internacionais, especialmente no ciclo olímpico. Dessa forma, a ginástica, por exemplo, recebeu o maior repasse para 2026, num total de R$ 16,536 milhões.
Já os critérios de gestão avaliam a transparência, a governança e a prestação de contas das confederações. A liberação de novos recursos está condicionada à aprovação das contas de projetos anteriores, e todo o processo é auditado pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
As confederações de esportes que serão novidade no programa olímpico em Los Angeles ficaram com a menor fatia do orçamento, R$ 1,926 milhão.
Confira o valor destinado a cada confederação (em milhões de reais):

- Atletismo - 10.106.000
- Badminton - 5.858.000
- Basketball - 6.195.000
- Beisebol e Softbol - 1.926.000
- Boxe - 10.186.000
- Canoagem - 11.582.000
- Ciclismo - 7.684.000
- Cricket - 1.926.000
- Desportos Aquáticos - 11.782.000
- Desportos na Neve - 5.627.000
- Desportos no Gelo - 6.384.000
- Escalada Esportiva - 5.348.000
- Esgrima - 5.688.000
- Futebol Americano - 1.926.000
- Ginástica - 16.536.000
- Golfe - 5.408.000
- Handebol - 5.848.000
- Hipismo - 10.558.000
- Hóquei sobre Grama e Indoor - 5.196.000
- Judô - 12.748.000
- Lacrosse - 1.926.000
- Levantamento de Pesos - 7.114.000
- Pentatlo Moderno - 5.780.000
- Remo - 6.148.000
- Rugby - 7.013.000
- Skateboarding - 11.338.000
- Squash - 1.926.000
- Surf - 11.399.000
- Taekwondo - 8.167.000
- Tênis - 7.267.000
- Tênis de Mesa - 8.752.000
- Tiro com Arco - 7.804.000
- Tiro Esportivo - 6.207.000
- Triathlon - 6.779.000
- Vela - 8.462.000
- Voleibol - 14.100.000
- Wrestling - 6.677.000
- Fundo 5 Novas Confederações - 9.628.000
- Total - 285.000.000


