
Falar de João Fonseca é tarefa fácil. Afinal elogios irão sobrar na carreira que recém começou. Mas quero recordar algumas colunas que já escrevi sobre o tenista carioca que cada vez mais irá quebrar recordes.
Sim, prepare-se para uma overdose de matérias e reportagens, em qualquer mídia que você conheça, sobre o futuro número 1 do mundo.
Ainda em 2024, quando ele disputava o Next Gen, disse nesse espaço que "João Fonseca não é um novo Guga Kuerten" e que "nada o impede de criar a própria história e marcar seu nome entre os principais da modalidade".
E é isso que João está fazendo seu ritmo, naquilo que é programado entre ele, sua família e comissão técnica. Sem pressa, apesar de algumas críticas, quando os resultados não vêm. Aliás. Ele joga essa semana o Masters 1000 de Paris e não vencer o torneio será o mais lógico. Nada de ufanismo, por favor.
Uma outra expressão já utilizada é o "Fonsequismo", algo típico do torcedor brasileiro acostumado a criar e descartar ídolos em velocidade superior aos mais temidos furacões. Mas como disse aqui, também, "O Brasil vai ser Fonsequizado".
Vitórias e derrotas fazem parte do esporte. Aliás, perder é mais do que comum. Não existe time ou jogador imbatível. Mas existem grandes equipes, fenômenos do esporte que surgem de tempos em tempos.
E aqui um recado: desfrute. E mesmo que você não entenda nada de tênis e não saiba o que significa forehand, backhand, apenas aproveite o momento de estar acompanhando o surgimento de uma estrela do esporte, pois João Fonseca é um jogador especial, uma espécie de Beatle, como já foi dito Chris Oddo, repórter destacado pelo site oficial de Roland Garros para acompanhá-lo em Paris este ano.
Fenômenos são raros e o Brasil, esporte que ainda carece de grande apoio a modalidades que não seja o futebol está repleto deles.
Pelé, Guga, Rebeca, Cielo, Senna, Hortência, Oscar, Ronaldos, Daiane, Mayra, Éder Jofre, João do Pulo, Maria Esther, Adhemar Ferreira, Piquet, Piu, Giba, Calderano, Jaqueline, Garrincha, Sheila, Bia, Natália Falavigna, Marcus D'Almeida, Gustavo Borges e tantos outros que já encantaram o mundo.
E será assim, no ritmo dele, que o Brasil e o mundo serão "Fonsequizados". Que não se cobre resultados, mas que se desfrute o tênis de João Fonseca.



