
Revelar sempre é uma árdua missão para clubes e treinadores. É necessário um olhar para detectar o talento, aprimorá-lo e fazer o (a) atleta superar todas as etapas que irão aparecer até o estrelato. Não basta apenas talento nato, apesar de ele ser parte fundamental. É necessário que se tenha capacidade de gerir essas valências para que o sucesso não seja fugaz, mas permanente.
No futebol, o Santos é o clube que se tornou mundialmente conhecido e reconhecido por revelar grandes jogadores. Foi na Vila Belmiro, que nasceu o maior de todos os tempos. Mas além de Pelé outros surgiram e claro que não poderão ser comparados a ele, afinal Rei só existe um.
Mas alguns dos jovens revelados atingiram enorme sucesso, outros acabaram perdendo a batalha contra algumas dessas etapas que surgem na trajetória de grandes atletas. Mas todos carregaram o selo de "Menino da Vila".
Pois aqui em Porto Alegre, temos uma fábrica de campeões no judô. O primeiro título mundial adulto do Brasil recentemente completou 20 anos, e foi ganho por João Derly, que também é o primeiro bicampeão.
A maior medalhista do País na história dos mundiais é Mayra Aguiar, com sete pódios, três deles de ouro, o que a torna ainda a judoca, entre homens e mulheres, com o maior número de títulos.
Não perca a conta porque ainda há um sexto título mundial que também teve as cores sogipanas. O paulista Tiago Camilo venceu em 2007, quando defendia o clube que se aproxima dos 160 anos de fundação.
Mas João Derly e Mayra Aguiar foram campeões mundiais júnior, antes de atingirem o estrelato na categoria principal. Eles deram à Sogipa o reconhecimento mundial de revelador de talentos, mesmo que o clube já tivesse uma longa história de formação.
Outros nomes consagrados vieram para Porto Alegre para treinar aqui e aprimorar suas técnicas e por aqui se estabeleceram. Além do já citado Tiago Camilo, Erika Miranda (hoje uma das técnicas da seleção júnior), Ketleyn Quadros, os jovens e talentosos Rafael Macedo e Leonardo Gonçalves, hoje medalhistas olímpicos, assim como Guilherme Schmidt, recém chegado à capital gaúcha.
Rafael Macedo, aliás, foi campeão mundial júnior, assim como Daniel Cargnin, mais um atleta forjado nos tatames do clube da zona norte, que também tem medalhas olímpicas em casa.
Em comum, além do talento, todos passaram a contar com o trabalho de diversos profissionais de um projeto vitorioso. A cada medalha, além de atrair crianças para a iniciação no esporte, a Sogipa foi se tornando referência para quem busca aprimorar e se tornar um medalhista olímpico e mundial.
O último exemplo é Jesse James Barbosa, um carioca de apenas 20 anos, que na terça-feira venceu o Mundial Júnior na categoria 90 kg.
Com o título de Jesse são 11 ouros em mundiais, seis no adulto (dos nove da história do Brasil) e cinco no júnior conquistados por judocas da Sogipa, que ainda carregam no currículo sete pódios olímpicos.
Todos essas medalhas e histórias se cruzaram nesses últimos anos com centenas de jovens ou até mesmo milhares que buscaram a Sogipa para a prática do judô, incentivados por esses campeões, que tornam o clube uma verdadeira fábrica de campeões.




