
A primeira vaga olímpica do Brasil para Los Angeles-2028 é do futebol feminino. A seleção campeã da Copa América, em emocionante decisão com direito a prorrogação e pênaltis, carimbou o passaporte para a Califórnia e irá em busca de seu primeiro ouro.
E a final realizada no Equador e com transmissão em rede nacional para todo o país foi perfeita para ajudar a modalidade e, sobretudo, cravar ainda mais o nome de Marta na história.
Afinal, só uma atleta de seu nível pode entrar em campo aos 82 minutos e marcar o gol de empate a 20 segundos do final do jogo, quando tudo parecia perdido. E não foi um gol, foi um golaço que resume bem suas qualidades. Precisão, potência (mesmo aos 39 anos), coragem de arriscar e sobretudo algo que só os maiores tem: transformar um gesto em magia.
Marta ainda marcou um outro gol, no qual para muitos ela errou o cabeceio e teve capacidade de ainda tocar na bola que caía à sua frente para fazer o 4 a 3. Para outros, uma genialidade de propositalmente errar para iludir a goleira adversária. Pouco importa, porque só os gênios podem causar essa dúvida em quem estava dentro e fora de campo.
Na disputa por pênaltis, coube à Rainha do futebol definir a vitória brasileira, mas ela errou. Mas nem os chamados deuses do futebol ou no caso as deusas, deixariam que o título escapasse dessa forma. E instantes depois, lá estava Marta erguendo a Copa América.
A camisa 10 da Seleção Brasileira, que já entrou para a história como a maior jogadora de todos os tempos, não venceu nem a Copa do Mundo (tem um vice) nem os Jogos Olímpicos (foi três vezes prata), para azar dessas competições.
Mas para nossa sorte, Marta é brasileira. E devemos valorizar muito essa bênção de termos a maior de todos os tempos.
Viva a Rainha Marta!





