
Ronald Sotto, o Tonho de A Nobreza do Amor, vive seu primeiro protagonista em novelas da Globo. A estreia na TV aberta foi em 2019, em Malhação: Toda Forma de Amar, trama na qual conheceu com sua atual parceira de cena, Duda Santos, a mocinha Alika/ Lúcia, da novela das seis.
Aos 27 anos, natural de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o ator, modelo e esportista é formado pelo Teatro Tablado e já se experimentou em projetos nos palcos, cinema e streaming, como na série de ação Veronika (Globoplay), e Os Donos do Jogo (Netflix).
Neste bate-papo, o artista comenta os desafios de viver o personagem de destaque em A Nobreza do Amor, o entrosamento com o elenco e seu engajamento com a história.
Viver o protagonista de A Nobreza do Amor traz uma responsabilidade grande. O que mais te desafiou nesse papel?
O maior desafio foi justamente fazer jus à humanidade do Tonho. Ele é um personagem muito íntegro, movido por valores fortes, e eu não queria que ele fosse visto apenas como um herói ou como o protagonista da história. Quis construir um homem de verdade, com dúvidas, medos e fragilidades. É um desafio artístico enorme, mas também um privilégio.

Seu personagem vive um romance intenso com a personagem da Duda Santos. Como foi construir essa química com ela nos bastidores?
Foi um processo muito natural. Eu e a Duda nos conhecemos desde Malhação: Toda Forma de Amar e, ao longo dos anos, construímos uma relação de muita confiança, admiração e irmandade. Isso fez toda a diferença. A gente conversa muito sobre as cenas, troca ideias, escuta um ao outro e sempre busca contar essa história da forma mais verdadeira possível. Acho que essa parceria aparece na tela, e ver o público torcendo por Tonho e Alika é muito gratificante.
A novela das seis costuma ter um tom mais clássico. Como se preparou para entrar nesse universo?
A novela das seis tem essa magia maravilhosa de transportar o público no tempo, e eu precisei embarcar nessa viagem primeiro. Para construir o Tonho, eu fui investigar como as pessoas amavam, falavam e se portavam nos anos 1920 e 1930. Trabalhei bastante a questão do sotaque regional e da expressão corporal, buscando trazer o peso desse tom mais clássico, mas sem perder a sensibilidade e a paixão que o personagem exige. Foi um trabalho de formiguinha para encontrar o equilíbrio perfeito.
O público está completamente envolvido com a história. Você acompanha a repercussão nas redes? Algum comentário te marcou?
Eu acompanho quando consigo, é muito bonito ver como as pessoas criam uma relação afetiva com a novela. O que mais me emociona são as mensagens de jovens dizendo que se sentem representados. Acho que esse tipo de retorno mostra que a arte realmente tem o poder de transformar e criar identificação.
O que você tem em comum com o seu personagem, e o que é totalmente diferente?
Eu me pareço com o Tonho na força de vontade, na paixão pelo trabalho e no sonho por uma vida melhor para todos em sua volta. Mas acho que ele é muito mais impulsivo. Eu sou bem mais racional, penso muito antes de fazer qualquer coisa.
Gravar novela exige uma rotina puxada. Teve alguma cena ou dia de gravação que foi especialmente marcante?
A rotina realmente é intensa, mas acho que os momentos mais marcantes são aqueles em que você percebe que está contando uma história totalmente inédita na TV aberta. As cenas em que Dona Menina (Zezé Motta) reza pelo Tonho são muito especiais, tem muita força. É sempre um diálogo entre diversas manifestações de fé, costuradas pela ancestralidade e o axé que eu acredito.
Se pudesse definir A Nobreza do Amor em uma palavra, qual seria e por quê
Eu escolheria pertencimento. Acho que essa novela fala sobre amor, claro, mas também fala sobre identidade, ancestralidade, raízes e sobre encontrar o seu lugar no mundo. Todos os personagens, de alguma forma, estão buscando entender quem são e onde pertencem.
Quais são seus planos depois de finalizar a trama?
Neste momento, meu foco está totalmente em A Nobreza do Amor. Quero viver essa experiência até o fim e entregar o melhor possível. Depois, claro, pretendo descansar um pouco, mas quem sabe, em breve, já volto a trabalhar. Espero que continuem me acompanhando, tem muita coisa boa por vir.


