
Santiago Ferette, personagem do ator Murilo Benício, é um falso benfeitor em Três Graças, nova novela das nove da Globo, que estreia nesta segunda-feira (20), na RBS TV, após o Jornal Nacional.
Homem acima de qualquer suspeita, poderoso e respeitado, o vilão é referência no assistencialismo, mas esconde dinheiro dentro da escultura As Três Graças, que vem de um esquema criminoso e muito lucrativo envolvendo remédios de alto custo, distribuídos gratuitamente a pessoas carentes.
Sua comparsa e amante é Arminda (Grazi Massafera), que conta a Ferette que a protagonista Gerluce (Sophie Charlotte) desconfia de suas falcatruas. A partir daí, ele passa perseguir a mocinha da história assinada por Aguinaldo Silva, Zé Dassilva e Virgílio Silva.
— A relação entre Ferette e Arminda existe há um tempo, e eles são parceiros de crime. Formam uma dupla muito ardilosa de vilões, carregada de segredos. Eles têm o rabo preso um com o outro, justamente, porque dividem esses segredos — diz Murilo.
A seguir, confira a entrevista exclusiva com Murilo, que conversou com a colunista no evento de lançamento de Três Graças, em 7 de outubro, em São Paulo, cidade onde a trama se passa.
Santiago Ferette vai fazer o público sentir saudade de Odete Roitman (vilã de Vale Tudo, novela que antecedeu Três Graças)?
Não, não me faça essa cobrança (risos). Eu não estava nervoso, agora você me deixou um pouco (risos). Mas eu estou dividindo a vilania com a Grazi (Massafera, intérprete de Arminda), então acho que a gente chega lá.
Qual é a composição real do Santiago? Malvadão mesmo ou é um cara que sente culpa pelo que faz?
Ele não sente culpa alguma. É dificílimo defender esse personagem, falta de caráter total. Mas ele é um cara interessante, porque é refinado, transita pela alta sociedade, ajuda as pessoas necessitadas, atinge todas as classes sociais. Muita gente depende dele, muita gente acredita nele.
Você estreou em novelas em um texto de Aguinaldo Silva (interpretou o Fabrício, em Fera Ferida, de 1993). Agora, no retorno do autor à Globo, você estará ao lado dele novamente. Isso te provoca alguma sensação diferente para atuar em Três Graças?
Nessa semana, eu pensei nisso: "Gente, que coincidência". Quando eu estava chegando no Projac (Estúdios Globo), estacionando o carro, tocou a música da abertura de Fera Ferida. E aí, foi tão engraçado, porque eu aumentei aquele volume, lembrei de mim chegando para fazer Fera Ferida. Foi uma viagem para mim, então o que representa é essa volta que a vida dá, às vezes, né. Trinta anos depois, sigo curtindo fazer novela, me divertindo, sabe? Tô com muita gente legal, Andréia Horta (intérprete de Zenilda, esposa de Santiago), eu tô apaixonado por ela, não a conhecia pessoalmente, talentosíssima. A Grazi também: eu pergunto coisas para ela, é uma troca boa. Eu tô com uma turma muito boa ao meu lado.


