
Sandy e Lucas Lima, Thiaguinho e Fernanda Souza, Claudia Raia e Edson Celulari, Fátima Bernardes e William Bonner e, recentemente, Virgínia Fonseca e Zé Felipe são exemplos de casais de celebridades que anunciaram a separação e, na sequência, precisaram lidar com surpresa e comoção do público nas redes sociais. Não raro, os próprios famosos precisam consolar os fãs e fazê-los entender que, sim, vai ficar tudo bem.
Me custa acreditar que isso seja motivado apenas pela curiosidade acerca dos motivos de um divórcio. Afinal, por que as pessoas se debruçam sobre os anúncios de términos como se acompanhassem uma novela da vida real?
Muitos fãs encaram as celebridades como amigos ou parentes próximos e sofrem quando algo não tão legal acontece na vida delas. É a consequência direta da proximidade e influência que essas figuras exercem e, claro, tudo isso fica ampliado com o uso das redes sociais.
Mas acredito que a comoção, e até mesmo só a curiosidade, tenham uma razão mais profunda: a idealização que os famosos provocam nas pessoas comuns — por vezes gerada pela própria imagem que reproduzem e exploram nas redes sociais — faz com que muita gente acredite que possuem uma vida ideal, um casamento apaixonado, o corpo dos sonhos e a família de comercial de margarina.
Não, eles não têm; ninguém tem. Mas isso quase nunca é evidenciado, nem mesmo por Virgínia, que transformou sua vida em reality show há muito tempo. Como todo bom reality, o dela também é editado, expondo só o que interessa. Quando isso acontece, gera uma expectativa no público, que é frustrada quando a realidade — como a de um divórcio — se impõe.





