Começa a última semana de Copa e eu já estou com uma saudade antecipada. Saudade de jogo todo dia, três, quatro jogos para assistir num dia só. E por mais que eles venham diminuindo dia a dia, fase a fase, eu confesso que eu ainda sofro, gente. Mas tem uma saudade que é a maior de todas.
A de descobrir um herói de Cabo Verde. A de me encantar com a valentia de Senegal. A de aprender um pouco mais sobre lugares que pareciam distantes, que eu mal sabia que existiam, mas que por algumas semanas moraram na sala da minha casa.
Porque a Copa faz isso. Ela pega um planeta inteiro e coloca dentro de uma bola, redonda, que gira, que nem o mundo. E ela vai girar pela última semana. Nas semifinais, quatro gigantes. A Argentina tricampeã, dona da última conquista.
A França, que já venceu duas vezes. A Espanha, dona de um título, e a Inglaterra, que sonha repetir a conquista de 1966. Há 36 anos, a gente não tinha um encontro com todos os semifinalistas sendo já campeões. São sete taças somadas e uma infinidade de histórias dos grandes, que vão carregar tantos outros que ficaram pelo caminho.
Porque a beleza da Copa não está só em quem levanta a taça, né? Está também em quem nos apresenta um novo sotaque, uma nova bandeira, um novo motivo só para torcer. A gente viveu a maior Copa de todos os tempos, com 48 países.
E existe uma perspectiva de uma ainda maior, em 2030, quem sabe com 64 seleções. Quando essa semana acabar, a Copa vai ter um novo campeão e a gente vai voltar para a nossa rotina, sim, cheios de saudade.
Saudade do mês em que o mundo inteiro coube dentro de uma bola. Que girou e que nos levou a lugares dos quais a gente já sente muita saudade. Mesmo sem nunca termos estado lá.
Quer notícias, bastidores, vídeos e análises da Copa do Mundo?🏆Inscreva-se na newsletter exclusiva de GZH e receba tudo direto no seu e-mail 📩 Clique aqui para se cadastrar




