14 de julho, na França, o Dia da Bastilha, a data que marcou uma revolução e o começo de um novo tempo. 14 de julho de 2026, dia da semifinal de Copa entre França e Espanha, o jogo que muita gente chamou de final antecipada.
14 de julho, meu aniversário. Dos ciclos históricos aos ciclos de duas seleções gigantescas, ao meu novo ciclo aqui. Que dia! Eu comecei mais um ano de vida ganhando de presente esse jogão. Porque ver Mbappé em campo é presente.
O guri que foi promessa, que se consolidou, que colocou mais uma estrela no peito dos franceses e que ainda vai seguir por mais Copas para, quem sabe, se tornar o maior artilheiro da história dos mundiais. Porque ver Yamal em campo é presente.
O guri, que ontem estava de aniversário, inclusive, canceriano como eu, fez 19 aninhos. E já entrega muita qualidade, personalidade. "Se a França tem que temer algum time, é a Espanha", ele disse antes do jogo.
Dois jovens gigantes que representaram bem o tamanho desse confronto. Inclusive para além do jogo. O francês cravou a bandeira antirracista mais uma vez nesse Mundial. O espanhol não esquece as origens, as batalhas que precisou travar para chegar no topo do mundo.
14 de julho, Dia da Bastilha, símbolo da liberdade. Dia do melhor futebol do planeta, que também tem o poder de derrubar muros, de reinventar histórias, de provar que nenhum passado determina o futuro. Dia de aniversário, a chance de saber de tudo isso para abrir mais um capítulo da vida.
E como nas revoluções, no futebol, de ter certeza de que é preciso viver intensamente o jogo de hoje e ganhando ou perdendo, recomeçar sabendo que o próximo pode ser ainda melhor.
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