
Se por um lado a chuva que atingiu o Rio Grande do Sul no início dessa semana causou estragos em cidades do Litoral Norte e da Serra, por outro trouxe alívio para os produtores rurais.
Conforme a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater), em algumas regiões de cultivo de milho e soja a estiagem chegava há 15 dias.
Cidades como Santa Maria, Santiago, Passo Fundo, Espumoso e Sentinela do Sul foram as mais impactadas. Na Serra e no sul do Estado também houve registro de estiagem no final desse ano.
A cultura do milho é a mais impactada com a falta de chuva entre os meses de novembro e dezembro. Conforme o engenheiro agrônomo e assessor da diretoria da Emater, Célio Alberto Colle, é nesse período que o milho precisa de mais umidade. Ele diz que em razão da estiagem alguns agricultores suspenderam o cultivo.
— Não teve nenhuma lavoura perdida. Alguns agricultores atrasaram ou suspenderam o plantio. Mas a chuva que caiu desde segunda-feira chegou na hora mais necessária — diz.

A respeito da cultura da soja, o período onde a chuva é mais necessária é entre janeiro e março. As previsões da Emater indicam precipitação um pouco abaixo da média, sem grandes períodos de estiagem.
Quanto a outras culturas, segundo o engenheiro agrônomo, o impacto da falta de chuva foi pequeno em regiões de fruticultura. Já em relação ao arroz, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) afirma que a estiagem teve impacto nas áreas que estavam por ser semeadas. No entanto, com a chuva dos últimos dias, elas devem ser finalizadas.
Segundo Célio, em algumas regiões chegou a chover 15 milímetros no período e em outras até 150 milímetros.



