
O governo do Distrito Federal informou na terça-feira (3) que foi detectado um caso de gripe aviária de alta patogenicidade no Zoológico de Brasília. As amostras foram coletadas em 28 de maio, após a notificação de que duas aves haviam morrido no local.
Um pombo e um irerê (espécie de marreca) foram encontrados mortos nas dependências do zoológico. De acordo com o governo do DF, essas aves eram de vida livre, ou seja, não faziam parte do plantel da instituição, mas circulavam pelo local em razão da oferta natural de abrigo, água e alimento.
Com a confirmação do foco, o Zoológico de Brasília, que estava fechado temporariamente, permanecerá interditado pelo menos até o dia 12, caso não ocorram novos casos no local.
Apesar da confirmação, a contagem de 28 dias para considerar o Brasil livre de influenza viária não será afetada. Isso porque as aves são silvestres, aquelas que pertencem à fauna nativa, e não as criadas em granjas comerciais, que passam por rígido controle sanitário.
Após o fechamento do zoológico, em 28 de maio, a Secretaria de Agricultura do DF delimitou um raio de três quilômetros ao redor do local e realizou visitas a todas as propriedades rurais com criação de animais. Equipes técnicas verificaram a saúde das aves e orientaram os produtores sobre sinais clínicos compatíveis com doenças aviárias, reforçando a necessidade de notificação imediata diante de qualquer suspeita.
Primeiro caso foi no RS
Em 16 de maio, o Brasil registrou o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial. O foco foi identificado em Montenegro, no Vale do Caí.
Com a confirmação, diversos países suspenderem a importação de carne de frango produzida no Brasil. Desde então, o Rio Grande do Sul não confirmou novos casos e flexibilizou as barreiras sanitárias antes impostas à região onde o primeiro foco foi registrado.

