
Propriedades rurais localizadas no raio de 10 quilômetros do foco de gripe aviária identificado em granja comercial de Montenegro, no Vale do Caí, recebem neste fim de semana a segunda visita dos agentes de vigilância, em meio às ações sanitárias para conter a propagação do vírus H5N1. Foram visitadas 156 propriedades no sábado (24), de um total de 255 que englobam este segundo ciclo.
Quatro barreiras sanitárias seguem em funcionamento, 24 horas por dia. Desde o início da operação, além das propriedades vistoriadas, 3.495 veículos foram abordados e desinfetados.
Tão logo foram confirmadas as suspeitas de circulação do vírus no Estado, protocolos sanitários foram aplicados para evitar que a doença se espalhasse para outros plantéis, sobretudo os comerciais. A corrida dos serviços de vigilância e defesa sanitária animal foi fundamental para evitar que o vírus se propagasse rapidamente.
Desde quinta-feira (22), o Rio Grande do Sul e o Brasil estão no período de vazio sanitário — um intervalo de 28 dias em que, se não houver novo foco da doença, Estado e país retomam o status de zona livre da influenza H5N1.
Considerada altamente contagiosa, a gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) já dizimou milhões de aves pelo mundo. Sua taxa de mortalidade é alta e súbita, capaz de matar aviários inteiros em poucos dias, por isso a necessidade de ações rápidas.
Dezoito suspeitas de gripe aviária no país seguem em análise pelo Serviço Veterinário Oficial, conforme mostra o painel de monitoramento do Ministério da Agricultura, atualizado na tarde deste domingo (25).
Três delas são no Rio Grande do Sul: em Canoas (pombo), em Triunfo (criação doméstica de galinhas), e em Capela de Santana (criação doméstica de galinhas).
Duas suspeitas que eram investigadas em Porto Alegre (garça-branca-pequena silvestre) e em Jaguari (gavião carijó) foram descartadas.
As demais investigações estão concentradas em Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Tocantins, Pará e Ceará.



