
O fenômeno da deriva de defensivos agrícolas — o indesejado deslocamento do produto para fora da área-alvo — tornou-se um ponto focal nas discussões globais sobre sustentabilidade e produtividade. No agronegócio brasileiro, esse problema não apenas compromete a eficácia do controle de plantas daninhas, mas também cria fricção entre produtores vizinhos ao afetar culturas sensíveis.
Para mudar esta realidade, agricultores gaúchos estão agindo a partir de três pilares: conscientização, capacitação e cooperação. Um dos principais aliados nessa transformação é o programa de Boas Práticas Agrícolas (BPA) da Corteva Agriscience, que atua para fortalecer a agricultura nacional com base em conhecimento técnico e responsabilidade compartilhada.
Uma das frentes do BPA é o Programa de Aplicação Responsável (PAR). Criado em 2006, o PAR já capacitou mais de 35 mil produtores rurais e aplicadores em todo o país, com mais de R$ 6 milhões investidos em treinamentos e ações de campo. Em 2024, o Rio Grande do Sul se tornou um polo de destaque para o PAR, onde mais de 600 produtores rurais e aplicadores gaúchos foram capacitados, por meio de treinamentos teóricos e práticos. Os treinamentos abrangendo desde o manejo otimizado de equipamentos e defensivos até a crucial leitura das condições climáticas para uma aplicação sem deriva.
Construção coletiva
O Programa de Boas Práticas Agrícolas conta com parcerias com instituições de ensino e pesquisa, como a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (FEPAF) da Universidade Federal Paulista (Unesp). Essa colaboração com universidades garante a validação técnica e o aprimoramento contínuo das orientações, sendo essencial para maximizar a eficiência das aplicações e mitigar, de forma significativa, o risco de deriva.
Para Jair Maggioni, Especialista em Stewardship da Corteva, mais do que difundir técnicas, o programa promove uma verdadeira mudança cultural no campo, estimulando o diálogo entre vizinhos, o respeito às culturas próximas e o senso de cooperação entre produtores. O resultado é uma agricultura mais sustentável e eficiente, que une produtividade e responsabilidade.
— E é esse compromisso que tem inspirado os produtores gaúchos a adotarem novas formas de manejo, construindo juntos uma agricultura mais consciente e colaborativa, capaz de gerar valor para todos dentro e fora da lavoura — finaliza.





