Pés carregados e frutos muito doces. Esse é o panorama da safra de figo no Rio Grande do Sul este ano. Aliás, é das propriedades gaúchas que sai boa parte do produto consumido no Brasil. O Estado é o segundo maior produtor da fruta.
Os figos mais graúdos e doces são vendidos para consumo de mesa, normalmente no começo da colheita. Para a indústria, o que interessa são os frutos mais verdes e menores – ideais para a produção de doces.
Bem+ Agro
A família Negrello comanda uma agroindústria em Barão, no Vale do Caí. Nos anos 1970, o pai de Rogério Negrello começou a plantar figo, mas, um tempo depois, decidiu fazer o beneficiamento da fruta.
— Meu pai começou lá em Guaporé. A firma para a qual ele entregava a produção faliu, e ele começou a fazer o beneficiamento no próprio galpão. Aí a coisa foi tomando corpo — conta Rogério.
A agroindústria recebe os figos cultivados em propriedades vizinhas e os transforma em doces como figada, passa de figo e a fruta cristalizada.
— Ele é colhido verde, depois a gente descasca e deixa cozinhando em uma calda com açúcar. O processo até ficar pronto demora uns quatro dias. Só na calda, fica um dia inteiro — acrescenta o produtor.
O cultivo do figo se concentra especialmente na Serra, no Vale do Caí e no Sul. Nesta safra, o frio tardio atrasou a colheita, que começa em dezembro no Rio Grande do Sul e pode seguir até meados de junho, dependendo do pomar.
Bem+ Agro é a campanha do Grupo RBS que valoriza quem toca o campo pra frente. A cada 15 dias, um novo tema é apresentado ao público.














